Quando a ansiedade domina, a lógica silencia

Você já se viu pensando: "Por que estou assim, se eu sei que não tem motivo?" Essa é uma das marcas da ansiedade: ela ultrapassa a lógica e invade o corpo e os pensamentos sem pedir licença.

Nosso cérebro foi programado para sobreviver, não para ser racional o tempo todo. E é por isso que, muitas vezes, mesmo com argumentos sólidos, você sente medo, tensão, irritação ou angústia sem entender direito por quê.

O que acontece no cérebro durante a ansiedade?

Quando o cérebro detecta uma ameaça ? real ou imaginada ? ele aciona o sistema de alarme: amígdala cerebral, eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e córtex pré-frontal entram em ação.

A amígdala dispara o sinal de alerta. O corpo se prepara para reagir (fugir, lutar ou congelar). O córtex pré-frontal, responsável pela lógica e tomada de decisões conscientes, fica em segundo plano. Resultado? A razão perde espaço para o instinto.

Esse mecanismo era útil quando precisávamos correr de um predador. Mas hoje, os "perigos" não são físicos ? são exigências, pressões, memórias e pensamentos. E o cérebro reage como se fossem leões à espreita.

Ansiedade não é frescura, é excesso de alarme

A ansiedade generalizada faz com que o cérebro viva em constante estado de vigilância. Isso esgota o sistema nervoso, causa sintomas físicos (como taquicardia, tremores, falta de ar) e afeta diretamente a memória, o raciocínio e a tomada de decisões.

Quem vive isso não precisa de julgamento, precisa de espaço para entender o que está sentindo, acolher sua história e aprender novas formas de lidar.

O caminho começa pela autorregulação

Recuperar o equilíbrio passa por pequenas pausas, escuta ativa e estratégias de regulação. Respiração consciente, terapia, movimento corporal e limites saudáveis ajudam o cérebro a sair do modo de emergência.

O que parece "preguiça" pode ser cansaço profundo. O que parece "drama" pode ser história de dor não nomeada.

Se você sentiu que esse texto falou com você, compartilhe com alguém que também precisa se acolher mais e se julgar menos. E lembre-se: você não precisa enfrentar isso sozinho.

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Renata Fiuza - Doctoralia.com.br